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- oi
- oi
- leu
- eu?
- é
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- i?
- ri
- riu?
- ri
- di?
- ti
- mim?
- é
- by
- by
- ... ah!
- o q?
- vá se foder antes que eu me esqueça !
Escrito por Paulo Ribeiro às 11h49
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Como é linda a minha aldeia
Os sinos badalaram fora de hora e alarmaram a pequena aldeia encrostrada na grande metrópole.
Cedo demais para anunciar a missa ferial.
E eu, que nunca estou acordado àquela hora da manhã, me perguntava :
Morte?
Quem poderia ter ido, que fosse de relevância tal, para soar os sinos da aldeiazinha encrostrada na metrópole?
Talvez o Papa velhinho, esse que colocaram no lugar do segundo, para esperar o terceiro...
... ligo a TV ...
tudo normal na América Central, também na Ásia, Europa, Oceania, Latina e Norte...
e os sinos não paravam .Cutuco minha esposa: - " estão tocando o sino",
ela responde num dialeto sonâmbulo - "é manutenção de novo".
Manutenção àquela hora da manhã? Não!
E os sinos continuavam a se esgoelar! A torrezinha gritava como uma mãe que chora.
Pensei em telefonar na igreja, mas logo desisti, aquela altura o telefone tocava mais do que os sinos.
Então liguei o computador, alguns segundos de boot, senha, inicialização dos programas etc... conexão, Internet, abrir out look , login , senha , antivírus para os e-mails , e os sinos se jogando de um lado para o outro.
Enfim, foi por e-mail, por uma missiva eletrônica que pude saber qual o motivo dos sinos badalarem, àquela hora, no alto da aldeia, da minha aldeia, soube o porque da torrezinha se descabelar em prantos, vertendo sangue de suas paredes, ungida pela dor da perda e perfumada com o óleo da coragem dos gladiadores. Uma alegria dissonante, nada combinava com o horário, a alegria irritante dos címbalos de bronze, do frio matinal, a música díspar e acidental, a neblina espessa, essa gente perdida e abandonada nessa aldeiazinha ecrostrada no meio da metrópole.
Paulo Ribeiro
Escrito por Paulo Ribeiro às 11h11
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Festa
Neste mes de junho acontece a quermesse de Santo Antonio do Limão, eu trabalho na barraca de comidas típicas portuguesas.
Alheia, Caldo verde, bolinho de bacalhau, bacalhau com grão de bico, sardinhas assadas, e doces portugueses.
Espero vocês!
Sábados a partir das 18h
Domingos a partir, da hora do almoço, 12h
Paróquia Santo Antônio do Bairro do Limão Av. Professor Celestino Bourroul 715 , Bairro do Limão, Travessa da Marginal Tietê , entre as pontes do limão e julio mesquita, referencia (Jornal Estadão, e Carrefour Limão)

Paulo Ribeiro
Escrito por Paulo Ribeiro às 11h57
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Dentro de alguns instantes...
VOLTAREMOS COM NOSSA PROGRAMAÇÃO ANORMAL

Escrito por Paulo Ribeiro às 15h31
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Vento Forte pra um papagaio subir
ÚLTIMOS DOIS ESPETÁCULOS EM SAMPÃ SÁBADO DIA 14 FILMAGEM DO DVD SESSÕES ÀS 19:00 e ÀS 21:00hs ENTRADA R$2,00 FESTA DE ENCERRAMENTO DA TEMPORADA NA ÁGORA A PARTIR DAS 18:00hs ATÉ A MADRUGADA

ENREDO
“BANDEIRANTES”, cidade fictícia, “DOGVILLE” do interior de São Paulo onde um jovem de 21 anos, João Ignácio, durante uma Tempestade, relembra os ventos dos papagaios que empinava até os céus e que morriam deixados no solo. Sente o chamado dos ventos fortes dos anos 60 e cai fora, faz o “drop out” como se dizia depois de 68, e vai ao encontro de sua escolha de morrer iniciaticamente como pequeno burguês, abandonando família, a Mãe, interpretada por Vera Barreto Leite, precursora de Gisele Bundchen, primeira Modelo Internacional Brasileira, tendo trabalhado com Chanel principalmente, a namorada Lucinha revivida pela jovem Diva Ana Guilhermina, o melhor amigo Ricardo, incorporado por Guilherme Calzavara, ator comediante, músico e band-leader, a irmã batalhadora, sacrificando seu talento para o Teatro pra ser arrimo da Familia, Sylvia Prado em mais uma interpretação extraordinária no Oficina Uzyna Uzona (esse ano vai dar Sylvia, ela está em todos os grandes papéis do repertório do Jubileu), pra resssucitar como artista revolucionário na liberdade ainda que poluída que Sampã oferece e o mês de Maio de 58, 68, 2008, oferecem. A Luz é de Marcelo Drummond, as Projeções e Câmera de Gabriel Fernandes.
Escrito por Paulo Ribeiro às 09h55
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Foi Carmem
O ator e arquiteto Paulo Ribeiro fez uma crítica do espetáculo de Antunes Filho para o ONNE
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Em cartas no Teatro Sesc Anchieta |
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A história de um mito | Poesia para ser admirada no palco, ou como disse Antunes Filho momentos antes da pré estréia: "Uma obra poética para sentir e se entregar". Sim, esse espetáculo exige entrega total para uma experiência, um mergulho no imaginário popular em torno de Carmem Miranda. A concepção não almeja dissecar sua biografia mas usá-la como pano de fundo para tocar em temas como sonho, frustração e travessia.
Esse trabalho já foi exibido no Festival de Curitiba e também no Japão. Nele podemos degustar um pouco do fonemol, recurso onde a personagem profere o texto numa língua inexistente, e comunica-se apenas por meio de intenções e modulações de voz, recurso que Lee Thalor domina e executa magicamente.
O butoh nasceu do desejo de se criar um teatro dança, uma nova forma de expressão, necessidade eminente no Japão pós-guerra. Teatro moderno que finca os pés nas raízes mais primitivas de sua cultura. Dedicado ao amigo Kazuo Ohno, esse "Foi Carmem" vem matar a sede na cultura popular brasileira e se embebedar na personalidade universal da portuguesinha mais brasileira de todo o mundo.
Nas beiras da abstração, cheio de silêncios e ações absurdamente prolongadas. Mas esse butoh respeita o público e tocou profundamente a seleta platéia da pré estréia, que reagiu intensamente em momentos de ternura ou de humor.
SERVIÇO
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*Paulo Ribeiro é arquiteto e ator, atualmente integra o elenco da montagem do texto de Nelson Rodrigues, Vestido de Noiva, pela Cia de Teatro Os Satyros
Foi Carmen Teatro SESC Anchieta Rua Dr.Vila Nova, 245 - São Paulo Fone: (11) 3234 3000 Terças 21h Até 29/07 R$10
Escrito por Paulo Ribeiro às 16h24
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TRAPÉZIO
Agarra, pendura, impulsiona, balança.
v
e
m
Esmaga o vazio do abismo no meu peito.
Mais um vai-e-vem e . . .
S O L T A !
Tá sentindo um frio na barriga?
Preciso te contar :
- Tirei a rede de proteção! O perigo é real, o frio na barriga faz sentido, o encontro de nossas mãos agora é vida ou morte.
Confio... vou te esperar de olhos fechados!

Escrito por Paulo Ribeiro às 11h54
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Castiço
Se voltar de madrugada acordar quem tanto amou...
não toque na almofada onde a saudade ficou!
NÃO RIAS!
QUE ESSE TEU RISO, TEM OUTRO ALCANCE, OUTRO FIM...
As vezes, quando é preciso, também sei chorar assim.
Escrito por Paulo Ribeiro às 19h27
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V I V A
Viva a alegria E viva o prazer De estar gostando de viver Viva o oxigênio Que invade o nariz E faz a gente ser feliz Viva a natureza Deusa da beleza Mãe das coisas que são boas Viva a harmonia O beijo na boca E quem sabe fazer amor Viva a alegria E viva o prazer De estar gostando de viver Viva a maravilha Que somos eu e tu E viva o rabo do tatu
Escrito por Paulo Ribeiro às 22h22
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Balanço do vestido nas Gerais
3 espetáculos, quase 4 mil pessoas, um mar de gente, uma tempestade de aplausos.
O lugar é mágico, como disse Ivam Cabral, "...um Oásis de arte no meio do Brasil..." Palácio das artes "
Oficina de dramaturgia com professor Guzik, troca de experiências... e de sotaques...
Ocê ... reda um tiquim? ... quis coisa é essa?... uai é uai, uai! ... quantas horas são?
O resultado da oficina de direção e interpretação (Rodolfo e Ivam), lindo lindo lindo ... me resgatou emoções muito fortes, lembranças boas , no texto dos suicídas da Dea Loher.
"A vida tem algum sentido pra você? Já está clareando... Já está clareando..."
Teve também o mistério do camarim do palácio... mas isso é oooooutra história!
Estou muito feliz, parece que estou vivendo um sonho... uma felicidade tão gigante que me mete medo.
Segue um dos textos que produzi na oficina de dramaturgia:
Café espiral
Quer café?
Ele era tímido.
Já te contei?
No primeiro dia depois da missa, minha mãe o convidou:
- Aceita um café?
Ele:
- Não será incomodo?
Minha mãe:
- Será um gosto.
E a minha irmã fez:
- Hum!
Mas ele era muito tímido.
já te contei?
Segurou a caneca com as duas mãos, colocou embaixo do nariz, fechou os olhos, sorriu, abriu os olhos e nossos olhares se cruzaram por uma eternidade de 3 segundos.
É que ele era tímido demais.
Já te contei?
No dia seguinte, minha mãe:
- Aceita um café?
- Não será incomodo?
- imagina, será um gosto.
Minha irmã:
- Hm!
E ele timidamente repetiu o ritual.
Segurou a caneca com as duas mãos, colocou embaixo do nariz, fechou os olhos, sorriu, permaneceu 3 segundos mais com os olhos fechados, abriu os olhos e nossos olhares se cruzaram por uma eternidade de 18 segundos.
Nossa!18 segundos é tempo demais pra quem é tão tímido. não é?
No terceiro dia:
Aceitaumcafé?Nãoseráincomodo?Imagina,seráumgosto.Hum!
TÍMIDO! TÍMIDO! TÍMIDO!
Segurou colocou fechou sorriu cheirou abriu ...
E no meio de uma eternidade de quase 1 minuto escutei a voz do meu pai:
- Se o senhor quiser alguma coisa com filha minha, fica com a mais velha!
Ele olhou pra minha mãe como quem pede socorro :
N ã o s e r á i n c o m o d o ?
S e r á u m g o s t o !
E eu? :
Hm!
Quer café?
Escrito por Paulo Ribeiro às 16h42
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